NELSON RODRIGUES E A SENSIBILIDADE JURÍDICA
Advertência: Se você não gosta de viajar nas ideias, saia desta página! Um dos meus autores favoritos é Nelson Rodrigues (1912-1980). As suas prosas e suas peças me arrebatam a concentração como poucos escritores podem fazê-lo. Seus contos são desconcertantes e com finais inimagináveis, quase sempre trágicos. Eu não sou um especialista literário, embora desejaria sê-lo. Mas uma coisa aprendi com Nelson: a irracionalidade das relações são fundamentais para compreender o homem. O homem sempre teve um fetiche pela razão. Falo em razão no sentido amplo, como capacidade de avaliar entre causas e consequências e traçar projetos e estratégias a partir dessa avaliação. Os animais também avaliam causas e efeitos, mas de maneira diferente. Costumamos chamar de instinto. Eu concordo parcialmente com Martha Nussbaum (2013) ao afirmar que os animais têm uma “racionalidade não humana”. O que difere, então, a razão dos ho...

